27/12/2012

Carlos, o apostador.

Carlos teve seu coração partido. Acreditava ser dono do mundo, até que o provaram o contrário. Dotado de uma mente habilidosa, Carlos transformava não's em sim's. Driblava inimigos com o olhar. Ganhava corações com um sorriso. Carlos realmente acreditava ser o Rei do mundo, até que teve de seguir em frente.
Vivendo num mundo estagnado, onde tudo girava ao seu redor, Carlos, nosso protagonista, viu-se encurralado em seu próprio jogo. Deu as regras, cantou flertes, mas na hora de por as cartas na mesa foi surpreendido por uma jogada ainda maior de seu adversário, ou, melhor dizendo, adversária. Carlos deixou-se levar pelo doce olhar daquela jovem donzela. Aparentemente dócil, mas de coração feroz, a moça o levou ao ápse de prazer e ódio (que na verdade nunca saíram de sua mente).
Visto o jogo perdido, ele entregou tudo. Jogou as cartas pro ar, pagou a aposta, levantou-se, mas não se foi. Ficou ali. Parado. Rancoroso. Remoendo. Odiando. Até perceber que só o restava seguir. Sem mágoas. Sem ressentimentos. Só com as lembranças do jogo perdido, da aposta perdida e da experiência adquirida. 
Agora que Carlos sabe não ser mais dono do mundo e que também pode perder, está apostando por aí, nas mesas de um bar qualquer, esperando outra adversária a altura que queira flertar com ele.  

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