25/07/2012
Crise de Existência
Vocês me ensinaram coisas sobre a vida das quais diziam serem certas, mas que nem vocês acreditavam. Então eu me pergunto todos os dias: Por que eu? Por que logo eu tenho que acreditar? Vocês dizem ser quem longe de mim não são e se não são quem dizem ser, quem sou eu? Sou o que dizem? Sou o que penso? Como posso saber?! Pois é, não posso. Não podem... Não há! E se não há eu, não há vocês, não há se que a concepção do nosso ser. Há simplesmente nada. Um nada tão imenso, que só não é vácuo porque nele não se propaga a luz. E eu sou luz. Porque embora não saiba quem sou, reconheço esse reflexo como meu. Sim! Sou eu ali. Mas quem sou eu? Será que posso criar uma concepção de mim com base no que vejo? Mas e o que eu sinto? Onde entra? Não se encaixa. Não faz sentido... É isso! O sentido! Eu sou o sentido. O sentido da minha existência sou eu. O que é o sentido? Ora, deixe de perguntas... Ei de descobri-lo com o tempo. O importante é que já sei quem sou.
14/07/2012
E não durou...
Quando nada foi feito pra durar, eu só quero fechar os olhos e ter você ao meu lado. Sei que nada é pra sempre e se não durar até o outono que vem, serei feliz por ter estado contigo neste outono.
Eu olho ao meu redor e vejo tudo desmoronar. Vejo tristeza no olhar das pessoas, medo em seus sorrisos... Mas até a ultima folha do outono é um recomeço, então, acalma-se pequena. Respire fundo e deixe a brisa tirar de ti toda a tristeza que minhas palavras não conseguem tirar. Tenha um pouco de fé, um pouco de amor, um pouco de preguiça, um pouco de sorriso... Aliás, tenha muitos sorrisos! Porque você fica linda sorrindo, ja te disse isso?! Confie! E deixe que o resto Deus da um jeito, ele sempre dá...
24/05/2012
Feche os olhos. Agora você pode ver?
Tampe os ouvidos. Eu sei que você ainda me ouve gritar.
Tão longe... De alguma forma ainda sinto as batidas do seu coração.
Te vejo, te sinto, te ouço, te beijo. Só
nos meus sonhos, só
zinho.
29/04/2012
Remar.
Ela estava perdida na pista, como se esperasse alguém que a convidasse para dançar. No brilho tímido do seu olhar eu via medo de errar. Mas era quase tão claro quanto a Lua que a iluminava que seu corpo pedia mundo, pedia música, queria voar. Num súbito impulso tome-ia pela mão e a convidei para dançar. Ela me empurrou, eu resisti. Ela sorriu, eu sorri. A música era agitada, mas dançamos quase que uma valsa solitária. O resto do mundo desapareceu. Com sua dor, com sua flor, com seu medo, com tudo. Fechamos os olhos e acordamos num profundo oceano, onde só nos restava remar. Remar. Re mar. Re amar.
"Você esta pronta?", perguntei-a e ela me respondeu com um "e você?". Ela estava? Eu estava? Queria ouvir um sim, mas só escutava eco de alguma coisa dizendo "Tente". E tentei... Onde vamos chegar ainda não sei, mas o importante ainda estou fazendo. Remando.
"Você esta pronta?", perguntei-a e ela me respondeu com um "e você?". Ela estava? Eu estava? Queria ouvir um sim, mas só escutava eco de alguma coisa dizendo "Tente". E tentei... Onde vamos chegar ainda não sei, mas o importante ainda estou fazendo. Remando.
Los cuentos de mi vida.
Dia após dia vou escrevendo num papel de pão os contos da minha vida. Escrevo contos pois não gosto de histórias. Para escrever histórias eu precisaria dividir capítulos e ter um trabalho árduo para fazer com que as coisas tenham um minimo de coerência.... Da pra imaginar?! Eu, escrevendo uma história sobre mim com coerência?! Pois então, nos contos, assim como na minha vida, a coerência é restrita à três páginas e olha lá! Tão curta que mal à percebo, e quando me dou conta já estou vivendo outro lance... Inconstante, inconstantes.
25/03/2012
Eu era feliz. Eu tinha um estojo e um compasso. Tinha lápis das cores mais imagináveis e canetinhas das mais variadas porosidades. Eu era um artista, um pintor. Era uma criança dando vida à sua imaginação. Mas um dia tudo se foi. Naquele dia em especial, tudo se foi. Perdi o estojo e o compasso, e agora não sei os passos da dança. Perdi as cores das tintas, a ponta dos lápis, o bico das canetinhas. Perdi tudo. Perdi os sonhos e a imaginação. Sobrou-me apenas uma borracha branca, que mancha, mas não apaga àquelas doces memórias e nem escreve mais estórias minhas.
29/01/2012
Talvez, a pior coisa numa separação seja não ter alguém para esquentar seus pés. Quero dizer, eu nunca me separei. Aliás, eu mal me relacionei com alguém, mas... Ter os pés gelados é algo realmente cruel. Tudo bem que para aquece-los existam mil e uma maneiras, como: meias com chinelos, meias com pantufas, meias com... meias (!!) Só que me parece soluções tão vazias. Pode não parecer, mas existe muita melancolia em pés com meias numa tarde gelada de domingo, pois aposto que 9 em 10 pessoas trocariam um par de meias, por um par de pés quentinhos e um edredon numa tarde gelada. E aí, toda melancolia seria substituída por um romancezinho gostoso, daqueles vem acompanhados com bolinhos e café quente pela manhã. Enfim, vou colocar minhas meias porque amar não ta fácil pra ninguém e antes ser um solitário de meias, do que um solitário resfriado. Até.
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