Eu olho ao meu redor e vejo tudo desmoronar. Vejo tristeza no olhar das pessoas, medo em seus sorrisos... Mas até a ultima folha do outono é um recomeço, então, acalma-se pequena. Respire fundo e deixe a brisa tirar de ti toda a tristeza que minhas palavras não conseguem tirar. Tenha um pouco de fé, um pouco de amor, um pouco de preguiça, um pouco de sorriso... Aliás, tenha muitos sorrisos! Porque você fica linda sorrindo, ja te disse isso?! Confie! E deixe que o resto Deus da um jeito, ele sempre dá...
14/07/2012
E não durou...
Quando nada foi feito pra durar, eu só quero fechar os olhos e ter você ao meu lado. Sei que nada é pra sempre e se não durar até o outono que vem, serei feliz por ter estado contigo neste outono.
24/05/2012
Feche os olhos. Agora você pode ver?
Tampe os ouvidos. Eu sei que você ainda me ouve gritar.
Tão longe... De alguma forma ainda sinto as batidas do seu coração.
Te vejo, te sinto, te ouço, te beijo. Só
nos meus sonhos, só
zinho.
29/04/2012
Remar.
Ela estava perdida na pista, como se esperasse alguém que a convidasse para dançar. No brilho tímido do seu olhar eu via medo de errar. Mas era quase tão claro quanto a Lua que a iluminava que seu corpo pedia mundo, pedia música, queria voar. Num súbito impulso tome-ia pela mão e a convidei para dançar. Ela me empurrou, eu resisti. Ela sorriu, eu sorri. A música era agitada, mas dançamos quase que uma valsa solitária. O resto do mundo desapareceu. Com sua dor, com sua flor, com seu medo, com tudo. Fechamos os olhos e acordamos num profundo oceano, onde só nos restava remar. Remar. Re mar. Re amar.
"Você esta pronta?", perguntei-a e ela me respondeu com um "e você?". Ela estava? Eu estava? Queria ouvir um sim, mas só escutava eco de alguma coisa dizendo "Tente". E tentei... Onde vamos chegar ainda não sei, mas o importante ainda estou fazendo. Remando.
"Você esta pronta?", perguntei-a e ela me respondeu com um "e você?". Ela estava? Eu estava? Queria ouvir um sim, mas só escutava eco de alguma coisa dizendo "Tente". E tentei... Onde vamos chegar ainda não sei, mas o importante ainda estou fazendo. Remando.
Los cuentos de mi vida.
Dia após dia vou escrevendo num papel de pão os contos da minha vida. Escrevo contos pois não gosto de histórias. Para escrever histórias eu precisaria dividir capítulos e ter um trabalho árduo para fazer com que as coisas tenham um minimo de coerência.... Da pra imaginar?! Eu, escrevendo uma história sobre mim com coerência?! Pois então, nos contos, assim como na minha vida, a coerência é restrita à três páginas e olha lá! Tão curta que mal à percebo, e quando me dou conta já estou vivendo outro lance... Inconstante, inconstantes.
25/03/2012
Eu era feliz. Eu tinha um estojo e um compasso. Tinha lápis das cores mais imagináveis e canetinhas das mais variadas porosidades. Eu era um artista, um pintor. Era uma criança dando vida à sua imaginação. Mas um dia tudo se foi. Naquele dia em especial, tudo se foi. Perdi o estojo e o compasso, e agora não sei os passos da dança. Perdi as cores das tintas, a ponta dos lápis, o bico das canetinhas. Perdi tudo. Perdi os sonhos e a imaginação. Sobrou-me apenas uma borracha branca, que mancha, mas não apaga àquelas doces memórias e nem escreve mais estórias minhas.
29/01/2012
Talvez, a pior coisa numa separação seja não ter alguém para esquentar seus pés. Quero dizer, eu nunca me separei. Aliás, eu mal me relacionei com alguém, mas... Ter os pés gelados é algo realmente cruel. Tudo bem que para aquece-los existam mil e uma maneiras, como: meias com chinelos, meias com pantufas, meias com... meias (!!) Só que me parece soluções tão vazias. Pode não parecer, mas existe muita melancolia em pés com meias numa tarde gelada de domingo, pois aposto que 9 em 10 pessoas trocariam um par de meias, por um par de pés quentinhos e um edredon numa tarde gelada. E aí, toda melancolia seria substituída por um romancezinho gostoso, daqueles vem acompanhados com bolinhos e café quente pela manhã. Enfim, vou colocar minhas meias porque amar não ta fácil pra ninguém e antes ser um solitário de meias, do que um solitário resfriado. Até.
24/01/2012
Recomeço.
Era uma tarde qualquer, a brisa estava fresca e a chuva caía lá fora. Foi assim que vi meu amor partir... Quando digo 'meu', não quero dizer que ele realmente tenha sido meu, era só que eu o queria pra mim e por deseja-lo tanto, me senti no direito de chama-lo de 'meu'. Lembro que enquanto ele ia andando, levando consigo uma trouxa de lembranças, fiquei sentado na porta vendo a chuva o molhar, esperando que o arrependimento batesse e uma hora ele resolvesse voltar. Desde aquela tarde eu não dormi, eu não sonhei, só fiquei ali contando histórias, escrevendo estórias, esperando o tempo passar e ele resolver voltar, voltar pra mim. Até que um dia me dei conta que nunca existiu um amor e que por isso ele não iria voltar, que nunca me pertenceu e que por isso eu não podia chama-lo de meu. Naquele momento eu me levantei, bati a poeira da calça e passei a ignorar o mundo, o brilho das estrelas, as crianças na rua, o café quente. As vezes chorei escondido de mim, as vezes tentei rir, as vezes fugi de tudo, fugi do mundo.
Mas um dia, sem saber exatamente o porquê, me dei conta que a vida vai além das barreiras impostos por nossos pensamentos. Percebi que correr, fugir, negar que te amei, negar que tudo existiu, era o pior erro que poderia cometer. Afinal, a vida é assim mesmo, é feita de fracassos, de decepções, de magoas e que é isso que nos fortalece, que nos prepara para cometer os próximos erros. A vida é feita de erros e é de erro em erro que chegamos ao sucesso. Quando me dei conta de tudo isso uma lágrima me correu a face, o sol sorriu, as crianças sorriram, a vida sorriu pra mim e eu sorri pra ela, porque eu percebi que estava pronto para amar novamente e, se preciso, recomeçar de novo e de novo e de novo e enquanto for preciso.
Mas um dia, sem saber exatamente o porquê, me dei conta que a vida vai além das barreiras impostos por nossos pensamentos. Percebi que correr, fugir, negar que te amei, negar que tudo existiu, era o pior erro que poderia cometer. Afinal, a vida é assim mesmo, é feita de fracassos, de decepções, de magoas e que é isso que nos fortalece, que nos prepara para cometer os próximos erros. A vida é feita de erros e é de erro em erro que chegamos ao sucesso. Quando me dei conta de tudo isso uma lágrima me correu a face, o sol sorriu, as crianças sorriram, a vida sorriu pra mim e eu sorri pra ela, porque eu percebi que estava pronto para amar novamente e, se preciso, recomeçar de novo e de novo e de novo e enquanto for preciso.
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