25/03/2012
Eu era feliz. Eu tinha um estojo e um compasso. Tinha lápis das cores mais imagináveis e canetinhas das mais variadas porosidades. Eu era um artista, um pintor. Era uma criança dando vida à sua imaginação. Mas um dia tudo se foi. Naquele dia em especial, tudo se foi. Perdi o estojo e o compasso, e agora não sei os passos da dança. Perdi as cores das tintas, a ponta dos lápis, o bico das canetinhas. Perdi tudo. Perdi os sonhos e a imaginação. Sobrou-me apenas uma borracha branca, que mancha, mas não apaga àquelas doces memórias e nem escreve mais estórias minhas.
29/01/2012
Talvez, a pior coisa numa separação seja não ter alguém para esquentar seus pés. Quero dizer, eu nunca me separei. Aliás, eu mal me relacionei com alguém, mas... Ter os pés gelados é algo realmente cruel. Tudo bem que para aquece-los existam mil e uma maneiras, como: meias com chinelos, meias com pantufas, meias com... meias (!!) Só que me parece soluções tão vazias. Pode não parecer, mas existe muita melancolia em pés com meias numa tarde gelada de domingo, pois aposto que 9 em 10 pessoas trocariam um par de meias, por um par de pés quentinhos e um edredon numa tarde gelada. E aí, toda melancolia seria substituída por um romancezinho gostoso, daqueles vem acompanhados com bolinhos e café quente pela manhã. Enfim, vou colocar minhas meias porque amar não ta fácil pra ninguém e antes ser um solitário de meias, do que um solitário resfriado. Até.
24/01/2012
Recomeço.
Era uma tarde qualquer, a brisa estava fresca e a chuva caía lá fora. Foi assim que vi meu amor partir... Quando digo 'meu', não quero dizer que ele realmente tenha sido meu, era só que eu o queria pra mim e por deseja-lo tanto, me senti no direito de chama-lo de 'meu'. Lembro que enquanto ele ia andando, levando consigo uma trouxa de lembranças, fiquei sentado na porta vendo a chuva o molhar, esperando que o arrependimento batesse e uma hora ele resolvesse voltar. Desde aquela tarde eu não dormi, eu não sonhei, só fiquei ali contando histórias, escrevendo estórias, esperando o tempo passar e ele resolver voltar, voltar pra mim. Até que um dia me dei conta que nunca existiu um amor e que por isso ele não iria voltar, que nunca me pertenceu e que por isso eu não podia chama-lo de meu. Naquele momento eu me levantei, bati a poeira da calça e passei a ignorar o mundo, o brilho das estrelas, as crianças na rua, o café quente. As vezes chorei escondido de mim, as vezes tentei rir, as vezes fugi de tudo, fugi do mundo.
Mas um dia, sem saber exatamente o porquê, me dei conta que a vida vai além das barreiras impostos por nossos pensamentos. Percebi que correr, fugir, negar que te amei, negar que tudo existiu, era o pior erro que poderia cometer. Afinal, a vida é assim mesmo, é feita de fracassos, de decepções, de magoas e que é isso que nos fortalece, que nos prepara para cometer os próximos erros. A vida é feita de erros e é de erro em erro que chegamos ao sucesso. Quando me dei conta de tudo isso uma lágrima me correu a face, o sol sorriu, as crianças sorriram, a vida sorriu pra mim e eu sorri pra ela, porque eu percebi que estava pronto para amar novamente e, se preciso, recomeçar de novo e de novo e de novo e enquanto for preciso.
Mas um dia, sem saber exatamente o porquê, me dei conta que a vida vai além das barreiras impostos por nossos pensamentos. Percebi que correr, fugir, negar que te amei, negar que tudo existiu, era o pior erro que poderia cometer. Afinal, a vida é assim mesmo, é feita de fracassos, de decepções, de magoas e que é isso que nos fortalece, que nos prepara para cometer os próximos erros. A vida é feita de erros e é de erro em erro que chegamos ao sucesso. Quando me dei conta de tudo isso uma lágrima me correu a face, o sol sorriu, as crianças sorriram, a vida sorriu pra mim e eu sorri pra ela, porque eu percebi que estava pronto para amar novamente e, se preciso, recomeçar de novo e de novo e de novo e enquanto for preciso.
13/01/2012
Devaneios de uma noite de verão
Eu sempre a olhei com olhos de namorador. Eu a paquerava na praça, a paquerava na internet, a paquerava no no shopping, a paquerava onde quer que ela fosse. Não que eu fosse um desses psicopatas apaixonados! É só que eu gostava de inventar acasos que no fundo não iriam acontecer, afinal, a sentença ja me havia sido dada: "Filho, desencana! Ela é muito pra você!" e foi isso. Aceitei, deixei pra lá.... Assim, fácil! Mas uma coisa é certa! Nunca deixei de olhar aquela pequena apaixonada, de ler seus romances, de ler seus sonhos, de imaginar finais pra eles, pra gente... E é por isso que acho engraçado e até bonito o jeito que o acaso deu pra unir nossos destinos. Não foi assim como num filme, mas foi tão nosso que não poderia ser melhor.
O grande barato de tudo isso não foi porque aconteceu, foi o "como" aconteceu. Diferente do que eu, ela ou qualquer outra pessoa sensata poderia prever. Diferente de todos os finais que sonhei, de todos os filmes que ja vi, de todos os romances que li e reli. O grande barato, é que nem metade disso aconteceu ainda e é esse ainda que me faz sonhar.
04/11/2011
Meus contos
Dia após dia vou escrevendo num papel de pão os contos da minha vida. Escrevo contos pois não gosto de histórias. Para escrever histórias eu precisaria dividir capítulos e ter um trabalho árduo para fazer com que as coisas tenham um minimo de coerência.... Da pra imaginar?! Eu, escrevendo uma história sobre mim com coerência?! Pois então, nos contos, assim como na minha vida, a coerência é restrita à três páginas e olha lá! Tão curta que mal à percebo, e quando me dou conta já estou vivendo outro lance... Inconstante, frustrante... Mas, pensando bem... Foram essas tais inconstâncias que fizeram constar nos meus contos as histórias mais desvairadas que vivi.
Alguns contos esbocei, outros escrevinhei, a maioria não terminei, uns tentei apagar, mas... Ops, escrevi de caneta, e não posso me enganar, corretivo só iria esconder o que um dia eu me envergonhei de fazer...! E tem conto de tudo! Tem de quando caí, de quando ri, de quando quase morri, de quando chorei, briguei, apanhei, amei... Ah, os contos de amor. Ah, meus contos de amor.... Os mais breves e também os mais profundos. Os meus preferidos!
Acredito que os contos de amor dizem muito sobre uma pessoa. Cada conto uma nova personagem, com novas manias, com novas brigas (porque conto de amor sem briga não é de amor, é de utopia) e com novos desfechos. Desfechos grandes, dramáticos, trágicos, ou nem tanto. Enfim, são dos de amor que eu gosto e são pra escreve-los que vivo. E como vivo!
Alguns contos esbocei, outros escrevinhei, a maioria não terminei, uns tentei apagar, mas... Ops, escrevi de caneta, e não posso me enganar, corretivo só iria esconder o que um dia eu me envergonhei de fazer...! E tem conto de tudo! Tem de quando caí, de quando ri, de quando quase morri, de quando chorei, briguei, apanhei, amei... Ah, os contos de amor. Ah, meus contos de amor.... Os mais breves e também os mais profundos. Os meus preferidos!
Acredito que os contos de amor dizem muito sobre uma pessoa. Cada conto uma nova personagem, com novas manias, com novas brigas (porque conto de amor sem briga não é de amor, é de utopia) e com novos desfechos. Desfechos grandes, dramáticos, trágicos, ou nem tanto. Enfim, são dos de amor que eu gosto e são pra escreve-los que vivo. E como vivo!
22/09/2011
Barbie e Ken ?
Nos tempos em que todas as Barbies tinham um Ken, a Barbie daquela garota em especial tinha uma Suzy. Ela era apenas uma garotinha brincando de boneca com suas amigas, mas ja sentia que algo nela era diferente. Com o tempo, permitir que sua Barbie namorasse uma Suzy soava estranho, as outras meninas à tratavam com indiferença, como se ela estivesse cometendo um crime. Porém ela não queria arrumar um namorado pra sua Barbie, pois dentre tantos motivos, ela ja tinha a Suzy e elas eram felizes assim, com tudo, por medo de ficar sozinha, sem amigas, resolveu que era hora de ceder. Ela chorou, chorou muito, achou que fosse necessário e o fez. Naquela noite a pobre Suzy se misturou ao fogo da lareira e ás lágrimas da menina que pegou no sono aos soluços.
O dia amanheceu cinza, mas a garota se manteve forte e como se fosse para uma guerra (ainda que com adversário desconhecidos) ela comprou um Ken. Nos primeiros dias voltou à ser aceita no clube da luluzinha, mas aquilo começou a ficar chato, com o Ken não era a mesma coisa e as meninas ja começavam à sonhar com Ken's de verdade... Então antes que fosse excluída novamente, se excluiu.
Dias, meses, anos se passaram mas a ideia de ter uma Suzy pra sua Barbie não se foi e como quem não queria nada um sentimento de ter uma Suzy pra ela também começou a nascer e a crescer e a incomodar e a incomodar tanto que ela estava decidida à não relutar mais, resolveu quebrar as regras e ir à um lugar onde sua mãe dissera ser frequentado por pessoas estranhas sem religião. Ao chegar lá, se sentiu estranha, porque pela primeira vez na vida ela não se sentia estranha, ela estava bem. Era um lugar cheio de luzes, com música alta, onde não importava se a Suzy estava com o ken, com a Barbie ou com os dois. Pensamentos sórdidos veio em sua cabeça: O que suas velhas amigas diriam se a visse ali? O que sua mãe pensaria? Tais pensamentos se misturaram com um riso solto e um xote de tequila.
No fim da madrugada, já meio bebada, uma outra garota à reconheceu e foi falar com ela, por um instante ela sentiu medo mas... Espere! Não era uma garota qualquer, era uma de suas velhas amigas, mas não uma amiga qualquer, era a amiga que ela sempre sonhou como sua Suzy, a amiga com quem ela dançou até o sol nascer e que queria dançar por toda a eternidade. Pela primeira vez na vida ela estava feliz, ela e sua Suzy. O tempo brincou com elas e como num piscar de olhos, meses se passaram, porém ambas sabiam que embora inocente, sua felicidade era criminosa. Como suas mães reagiriam? Como seus amigos, sua famílias, os desconhecidos, como todos reagiriam? Por hora não importava... Por hora!
Numa tarde de primavera, Suzy e Barbie resolveram namorar em casa, assistir um filme, comer sorvete, fazer coisas de 'namorados' enquanto a mãe da Barbie viajava. Entre um beijos e passadas de mão o clima começou a esquentar. Uma tira a camiseta, outra o suitã, outra isso, outra aquilo... E o inevitável aconteceu, a mãe da Barbie entrou pela porta acompanhada de primos e tios que vieram passar férias em sua casa. Silêncio mórbido. "Mãe eu posso explicar..."gritou a Barbie, mas ja era tarde pra explicações. Enfurecida, a mãe de Barbie nunca havia se sentido tão humilhada, ela quebrava vasos, questionava a vida, questionava Deus, mesmo sabendo que a resposta mais sincera a menina ja tinha dado "Eu à amo, mãe. E eu nunca fui tão feliz quanto sou agora, por favor, me aceite". Apesar de ver sua filha implorar por perdão, ela não era capaz de perdoar, não era capaz de aceitar essa forma de amor, porque no fundo, ela nunca tinha conhecido o amor. Expulsou a menina de casa, como quem expulsava um cão sarnento da igreja.
Sem rumo, a Barbie só queria achar queria achar alguém que a aceitasse como ela era. A unica pessoa capaz de abraça-la nesse momento era sua pequena Suzy, mas ela também estava perdida, nessa altura todos na cidade ja sabiam. Com medo, elas tomaram a atitude mais corajosa de suas vidas, porém não a mais sensata, resolveram ceder. Naquela madrugada fazia exatamente um ano que elas haviam se conhecido. naquela madrugada elas selaram a promessa do primeiro encontro e dançaram juntas pelas eternidade.
O dia amanheceu cinza, mas a garota se manteve forte e como se fosse para uma guerra (ainda que com adversário desconhecidos) ela comprou um Ken. Nos primeiros dias voltou à ser aceita no clube da luluzinha, mas aquilo começou a ficar chato, com o Ken não era a mesma coisa e as meninas ja começavam à sonhar com Ken's de verdade... Então antes que fosse excluída novamente, se excluiu.
Dias, meses, anos se passaram mas a ideia de ter uma Suzy pra sua Barbie não se foi e como quem não queria nada um sentimento de ter uma Suzy pra ela também começou a nascer e a crescer e a incomodar e a incomodar tanto que ela estava decidida à não relutar mais, resolveu quebrar as regras e ir à um lugar onde sua mãe dissera ser frequentado por pessoas estranhas sem religião. Ao chegar lá, se sentiu estranha, porque pela primeira vez na vida ela não se sentia estranha, ela estava bem. Era um lugar cheio de luzes, com música alta, onde não importava se a Suzy estava com o ken, com a Barbie ou com os dois. Pensamentos sórdidos veio em sua cabeça: O que suas velhas amigas diriam se a visse ali? O que sua mãe pensaria? Tais pensamentos se misturaram com um riso solto e um xote de tequila.
No fim da madrugada, já meio bebada, uma outra garota à reconheceu e foi falar com ela, por um instante ela sentiu medo mas... Espere! Não era uma garota qualquer, era uma de suas velhas amigas, mas não uma amiga qualquer, era a amiga que ela sempre sonhou como sua Suzy, a amiga com quem ela dançou até o sol nascer e que queria dançar por toda a eternidade. Pela primeira vez na vida ela estava feliz, ela e sua Suzy. O tempo brincou com elas e como num piscar de olhos, meses se passaram, porém ambas sabiam que embora inocente, sua felicidade era criminosa. Como suas mães reagiriam? Como seus amigos, sua famílias, os desconhecidos, como todos reagiriam? Por hora não importava... Por hora!
Numa tarde de primavera, Suzy e Barbie resolveram namorar em casa, assistir um filme, comer sorvete, fazer coisas de 'namorados' enquanto a mãe da Barbie viajava. Entre um beijos e passadas de mão o clima começou a esquentar. Uma tira a camiseta, outra o suitã, outra isso, outra aquilo... E o inevitável aconteceu, a mãe da Barbie entrou pela porta acompanhada de primos e tios que vieram passar férias em sua casa. Silêncio mórbido. "Mãe eu posso explicar..."gritou a Barbie, mas ja era tarde pra explicações. Enfurecida, a mãe de Barbie nunca havia se sentido tão humilhada, ela quebrava vasos, questionava a vida, questionava Deus, mesmo sabendo que a resposta mais sincera a menina ja tinha dado "Eu à amo, mãe. E eu nunca fui tão feliz quanto sou agora, por favor, me aceite". Apesar de ver sua filha implorar por perdão, ela não era capaz de perdoar, não era capaz de aceitar essa forma de amor, porque no fundo, ela nunca tinha conhecido o amor. Expulsou a menina de casa, como quem expulsava um cão sarnento da igreja.
Sem rumo, a Barbie só queria achar queria achar alguém que a aceitasse como ela era. A unica pessoa capaz de abraça-la nesse momento era sua pequena Suzy, mas ela também estava perdida, nessa altura todos na cidade ja sabiam. Com medo, elas tomaram a atitude mais corajosa de suas vidas, porém não a mais sensata, resolveram ceder. Naquela madrugada fazia exatamente um ano que elas haviam se conhecido. naquela madrugada elas selaram a promessa do primeiro encontro e dançaram juntas pelas eternidade.
22/07/2011
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