27/09/2010

Centrifugando um desabafo.

Com você me sinto cheio de nada, mas sem você me sinto vazio.
Você quer saber como me senti naquela noite em que te disse adeus?
Bom, eu não sei como me senti, mas sei que eu estava lá... Eu apenas abri a boca e quando me dei conta já tinha dito o que eu escondia até de mim.
Você quer saber como me senti naquela noite em que te vi partir?
Bom, eu não sei como me senti, mas sei como me sinto, e dói tanto... pois quando fecho os olhos é em você que eu penso, e as palavras que escrevo são sempre a combinação do seu nome. E a melhor parte do meu dia é quando me deito pra dormir, pois nos meus sonhos te tenho comigo e aí é só você e eu.
Você quer quer saber o que vou fazer agora, sem você?
Bom, eu também...!

05/09/2010

O conto dos Vaga-lumes.

Sofia era uma típica garota do subúrbio dos Estados Unidos. Mas o que à diferia das tantas outras garotas, eram os cabelos avermelhados e as sardas espalhadas por sua pele clara. A pequena era muito agitada! Fazia aulas de jazz as segundas, Teatro as terças e quartas, nas quintas ajudava sua mãe nos afazeres doméstico, nas sextas prestava caridade no canil da cidade e aos sábados de manhã fazia piano clássico. E meio à toda essa rotina, ela ainda arrumava tempo para ir ao bosque que ficava perto de sua casa, alias, ir ao bosque era a parte que ela mais gostava de sua rotina, e ela ia lá todos os dias.
Sofi, como chamava sua mãe, era muito sonhadora. Quando pequena, quero dizer, quando mais pequena que agora, sonhava em ser uma fada! Todas as tardes, Sofi ia ao velho bosque e ficava brincando no balanço de pneu que seu avô havia feito. Cada vez mais alto, ela se imaginava voando com os pequenos vaga-lumes que enfeitavam o anoitecer. Os Vaga-lumes era seus melhores amigos. À eles, Sofi contava todos os seus segredos, seus sonhos, seus medos. Com os Vaga-lumes ela passava as horas mais divertidas do seu dia, brincava de esconder, de inventar histórias, de contar estrelas... Certa vez, ela resolveu que queria brincar de pega-pega, mas bastou um pequeno desequilibrio para que ela acertasse em cheio um de seus amigos! Sofi parou, olhou e ficou um bom tempo o observando com os olhos esbugalhados, na esperança de que seu bum bum voltasse a piscar. Aquele, por incrível que pareça, foi um dos dias mais tristes de sua vida, ver um de seus amigos partir.
Durante muito tempo Sofia passou as tardes no bosque com seus pequenos companheiros, mas com a chegada da adolescência, dos garotos, das "coisas de meninas" e dos afazeres mais sérios, as idas de Sofia ao bosque foram se tornando cada vez mais raras, e embora ele ainda tivesse um lugar especial em seu coração e suas lembranças fossem as mais nobres possíveis, ela não era mais a mesma. Sofi estava prestes à fazer 18 anos e decidiu, junto do seus pais, que ganharia um apartamento de aniversário. A tão esperada data chegou e seus pais compraram um lindo apartamento em 500 parcelas de uma empreiteira da cidade. Sofi transbordava de felicidade, e queria contar a tamanha conquista para alguém, foi quando se lembrou de quando ganhou sua primeira bicicleta de rodinhas, ela se sentiu tão , mais tão feliz que foi correndo contar para seus amigos vaga-lumes... Lembrando disso, sendo tomada por tamanha nostagia, Sofi resolveu que era a hora de voltar ao bosque para rever seus pequenos vaga-lumes.

C O N  T  I  N U A ...

Galera, cometa aí... Se vocês curtirem eu continuo :D

23/08/2010

Centrifugando um pouco de Responsabilidade

" Quando se é criança, não se tem. Quando se está crescendo, é facultativo. Mas quando se é gente grande é obrigado ter. Responsabilidade, palavra grande, de significado simples, mas que exige uma prática complexa. "

01/08/2010

Centrifugando um sentimento que há em mim.

 Costumo ser sincero em minhas palavras, falo o que vejo, o que experimento, o que sinto. Escrevo sobre o mundo à minha volta e sobre as pessoas que nele está, brinco com as palavras, traduzo sentimentos, decodifico emoções. O que eu preciso mesmo é de me expressar!  

28/07/2010

Corri do tempo pra não te perder.

Eu corro muito, e corre tanto, corro por correr, corro por você. No corriqueiro dia-a-dia eu busco dois 2 segundos pra você, mas o tempo passa tão rápido, e o tempo voa, e o tempo corre tanto, que troquei as solas dos meus sapatos para não te perder. O tempo muda, o tempo vêm, o tempo vai... E eu continuo à correr por você, e enquanto corro eu conto histórias, invento estórias, risco e rabisco nossos planos de um futuro perfeito.
Mas minhas solas se desgastaram novamente, e não sei se posso mais correr, pois o  tempo passou tão rápido e eu corri tanto, o tempo voou e eu corri por correr, o tempo mudou, o tempo veio, o tempo foi e eu corri em vão por você.

08/07/2010

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... e eu passo as noites em claro, sonhando acordado em ti ter  pra mim. O tempo não passa, e o "tic tac" do relógio me embala junto ao silêncio das estrelas. Meus pensamentos transbordam você e meu peito não suporta tamanha felicidade que é poder te amar. Eu desfiz meus planos, para fazer os nossos! Porque você tirou minha base, roubou meu chão, me sequestrou do meu mundo e me prendeu no seu, só você me mostrou o que sozinho jamais pude ver. E no sorriso dos teus olhos me perco, afim de não mais me achar pois se teu coração fosse um lar eu estaria em casa.

03/07/2010

Cidade dos Sonhos Perdidos

A cidade dos sonhos perdidos ficou pequena para mim. Eu nunca pedi mais do que devo, nunca tive mais do que posso, sempre andei na linha, na linha do trem. Mas, hoje, eu acordei e estava cansado de ver os mesmos rostos, de falar com a mesma gente, de ler no jornal as noticias corriqueiras de uma cidade que ficava em qualquer lugar desconhecido. Hoje, eu olhei pro mundo e olhei de volta para mim e me perguntei que diabos estava fazendo com minha vida. Seguindo ordens, vivendo encarcerado dentro de mim, limitado a um futuro vazio com uma morte fria quase que cotidiana. Sim, eu morria todos os dias sem saber.
Pela primeira vez me senti livre, não que eu pudesse correr pelado por aí, não que eu quisesse fazer isso, mas pela primeira vez me libertei de mim, me libertei dos outros. Preso e condicionado, por regras impostas de uma sociedade que se acha justa. Justa? Sim, justa. Me libertei de tudo que me prendia, e mal sabia que as correntes mais resistentes eram as do meu pensamento, que se deixou corromper pela crueldade humana, que corrompeu meu corpo, que prendeu minha alma.
Mas nessa manhã eu decidi mudar! Porque tenho a mente livre, e o homem que tem a mente livre não tem limites, não tem barreiras e consegue deixar para trás a cidade dos Sonhos perdidos.